sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Mosaico

Em cada amor aprendo quem sou.
Em cada manhã reinvento descobertas...
O impulso, o êxtase, o olhar
O verde absorvente,
A contradição do mar.

Sozinha formo o molde
Em que fixo o lugar onde estou.

No espelho, o rosto que expressa
uma cor que me desenha.

Antes o percurso, o labirinto, as veredas
A ida e a volta
Em que me descubro inteira.

Plena de sedas, risos,
Acolhidas macias entre a avidez das mãos
E as cicatrizes invisíveis.

Não mais o medo e sim o dia.
Com outra luz por dentro
O prosseguir da vida.

Maya.

10.01.09

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