Em cada amor aprendo quem sou.
Em cada manhã reinvento descobertas...
O impulso, o êxtase, o olhar
O verde absorvente,
A contradição do mar.
Sozinha formo o molde
Em que fixo o lugar onde estou.
No espelho, o rosto que expressa
uma cor que me desenha.
Antes o percurso, o labirinto, as veredas
A ida e a volta
Em que me descubro inteira.
Plena de sedas, risos,
Acolhidas macias entre a avidez das mãos
E as cicatrizes invisíveis.
Não mais o medo e sim o dia.
Com outra luz por dentro
O prosseguir da vida.
Maya.
10.01.09
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
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