sábado, 19 de janeiro de 2008

Ad infinitum

E quando os versos começam a se apresentar em fragmentos,
Pedaços que compõem o quadro da minha vida...
Um mundo de infinitas possibilidades e uma cruel consciência de mim.

Quando a lua dança nos meus versos...

Quando abro as janelas e vejo as cores que não via...
Creio que foi o sorriso.

Maya.

De Mim

Ela já é muito diferente do que você esperava.
É só o jeito dela: sorriso de paz, olhos de guerra.
Sentimentos em carne viva, mais de mil palavras atropeladas,
Alguns medos entre os dedos.

São tantas as palavras e ironicamente,
Nenhuma que caiba todo esse meu sentir.

Maya.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

A palavra seda

A atmosfera que te envolve
Atinge tais atmosferas,
Que transforma muita coisa
Que te concernem e te cercam(...)

João Cabral de Melo Neto.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Da chuva...13.01.2008

Chove em mim:
Todas as cores do mundo,misturada com todos os prazeres
E quereres.
Chove em mim:
Um enxurrada de emoções,um misto de fúria e loucura.
Lua nova entra hoje e eu saio pela outra porta,
Vou pra longe.
Não quero ser mudada.

Ela vem nova e eu nada.
Ela chove, e eu seco.

Renovo nada,dona lua...
Continuo na chuva,nua, louca, rouca.

Sou teimosa, sou do contra.
Pode vir molhada que eu te bebo e não sobra nada.

Chove forte em mim,chove tua fúria nos meus poros,
Me afogue com tua vontade de não ser nada, apenas de tocar em mim.

Escorre silenciosamente assim.
Percorre meus caminhos antes de chegar ao fim.
Antes que meu calor te evapore,me prove.
Entra em mim.

Maya.

Amado

Como pode ser gostar de alguém e esse tal alguém não ser seu
fico desejando nós gastando o mar
pôr-do-sol, postal, mais ninguém

Peço tanto a Deus para esquecer
mas só de pedir me lembro
Minha linda flor,meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus

Sinto que você é ligado a mim
sempre que estou indo volto atrás


Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais

É tanta graça lá fora passa o tempo sem você
mas pode sim
ser sim amado
e tudo acontecer

Sinto absoluto dom de existir,não há solidão, nem pena
nessa doação milagres de amor
sinto uma extensão divina

É tanta graça,lá fora passa o tempo sem você
mas pode sim
ser sim amado
e tudo acontecer

Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você...

Vanessa da Mata


quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Clariceando...

Porque é cruel demais saber que a vida é única e que não temos como garantia senão a fé em trevas - porque é cruel demais, então respondo com a pureza de uma alegria indomável. Recuso-me a ficar triste. Sejamos alegres. Quem não tiver medo de ficar alegre e experimentar uma só vez sequer a alegria doida e profunda terá o melhor de nossa verdade. Eu estou - apesar de tudo oh apesar de tudo - estou sendo alegre neste instante-já que passa se eu não fixá-lo com palavras. Estou sendo alegre neste mesmo instante porque me recuso a ser vencida: então eu amo. Como resposta. Amor impessoal, amor it, é alegria mesmo o amor que não dá certo, mesmo o amor que termina. E a minha própria morte e a dos que amamos tem que ser alegre, não sei ainda como, mas tem que ser. Viver é isto: a alegria do it. E conformar-me não como vencida mas num allegro com brio.

Do silêncio

Silêncio.
Olhos bem abertos como os de uma águia
Corpo todo em perfeito estado de percepção...

Silêncio.
É hora de se preparar para a entrega
Com a alma carregando uma enorme bagagem
E o desejo de ir mais além...

Silêncio.
Uma nova vida renasce...

Maya.

Poema XVII - Pablo Neruda

Não te amo como se fosses rosa de sal,topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo,
te amo como se amam certas coisas obscuras,secretamente,
entre a sombra e a alma.

Te amo sem saber como, nem quando, nem de onde,
te amo diretamente sem problema nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
senão assim deste modo em que não sou nem és,
tão perto que tua mão sobre meu peito é minha,
tão perto que se cerram teus olhos com meu sono.

Pablo Neruda

domingo, 6 de janeiro de 2008

Do desejo

Ela veio fantasia,com as mãos cheias de carinho,e tocou com a voz,com as letras meu corpo inteiro,passou muitas mãos pelas minhas costas e me mordeu o pescoço,as costas,doía,dor boa,arrepiando braços e pernas,cada pêlo da minha pele alerta,e nos enroscamos,me amarrou com o cobertor da sua pele e cedi impotente,à mercê do que viesse.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Hai-Kai

um corpo
me habita

quente aguardente
fogueira infinita.

Maya.