sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Noturno

Nessa noite embriagada de poesia
Vejo sua face enquadrada
Um olhar me persegue pela sala
à cama
à porta
à janela...

Aguardo o som estridente dum telefone
Há muito mudo.
Escambo livros com a estante
A poesia evapora na minha boca...
Entre Eduardo e Anais
É por você que desespero nessa cama vazia.

Maya.

30.01.09 23:48

Mosaico

Em cada amor aprendo quem sou.
Em cada manhã reinvento descobertas...
O impulso, o êxtase, o olhar
O verde absorvente,
A contradição do mar.

Sozinha formo o molde
Em que fixo o lugar onde estou.

No espelho, o rosto que expressa
uma cor que me desenha.

Antes o percurso, o labirinto, as veredas
A ida e a volta
Em que me descubro inteira.

Plena de sedas, risos,
Acolhidas macias entre a avidez das mãos
E as cicatrizes invisíveis.

Não mais o medo e sim o dia.
Com outra luz por dentro
O prosseguir da vida.

Maya.

10.01.09

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Do encontro

Te encontro
Réstia de sonho,

Vento a perfurar-me...

Mesmo que fujas fingindo um suspiro
Olhar oblíquo,
Amanhã
Mar adentro de tormenta calma.

Até quando, doce encanto
Seguirei colecionando os fragmentos que espalhaste?
Quando por fim, despido de miragem,
Tocarei teu secreto coração?


Maya.


29.01.09




Arrepio

O arrepio é quando,
Por serem tão leves
Seus dedos conseguem
Em cada um dos meus poros
Desabrochar uma flor.

Maya

29.01.09