quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Poema XVII - Pablo Neruda

Não te amo como se fosses rosa de sal,topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo,
te amo como se amam certas coisas obscuras,secretamente,
entre a sombra e a alma.

Te amo sem saber como, nem quando, nem de onde,
te amo diretamente sem problema nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
senão assim deste modo em que não sou nem és,
tão perto que tua mão sobre meu peito é minha,
tão perto que se cerram teus olhos com meu sono.

Pablo Neruda

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